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Private Equity: um investimento em ativos privados

Com o desenvolvimento e a democratização do mercado, novas estruturas de investimentos que eram mais restritas têm se tornado acessíveis. O private equity fazia parte desse escopo e, apesar de ainda não se destinar a todos os tipos de investidores, é uma nova tendência de investimentos que merece atenção.

Pensando em facilitar a vida de quem busca alternativas, produzimos este conteúdo para explicar, de forma simples, o que é o private equity, um fundo de investimentos que tem como objetivo o  desenvolvimento de empresas.

Explicaremos para você o que é, quais são suas principais características, vantagens, desvantagens e quais são as legislações que abarcam esse tipo de investimento. Continue conosco!

A semântica da palavra

Antes de desenvolvermos o que de fato é o private equity, é necessário fazer uma pequena parada para analisar o significado da palavra. Acredite: isso fará diferença no entendimento sobre a estrutura desse investimento. 

“Private”, em inglês, está relacionado a toda e qualquer empresa que não possui ações listadas em bolsa, ou seja, que não possui capital aberto. Em contrapartida, em português, uma empresa “privada” é aquela que não possui capital governamental, tendo um contrato social. 

“Private equity”, em linhas gerais, é utilizado para definir uma modalidade de participação societária em uma empresa que está fora da bolsa de valores e que possui grande potencial de crescimento.

Investidores que buscam o PE tem como objetivo auxiliar o desenvolvimento de empresas que têm grandes expectativas de progresso e precisam de capital. 

Entendida a questão linguística, seguiremos para a modalidade dentro do país.

Fundos de Investimento em Participações (FIP)

No Brasil, sob a regulação da CVM, o private equity se enquadra como um Fundo de Investimento em Participação – ou “FIP”. 

FIP é a comunhão de recursos destinados à aplicação em companhias abertas, fechadas ou sociedades limitadas em fase de desenvolvimento. O principal objetivo desse tipo de investimento é criar valor para uma empresa por meio de um investimento que visa à estruturação ou ao crescimento da instituição.

É importante ressaltar que o private equity é um FIP, mas nem todo FIP é um private equity.

Tipos de FIP

De acordo com a Instrução 578 (ICVM), os Fundos de Investimento e Participações são classificados como fundos de Capital Semente, Empresas Emergentes, Infraestrutura (FIP-IPE), Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I) e Multiestratégia. Cada tipo de fundo abarca suas peculiaridades em relação à empresa, aos seus rendimentos e às suas possibilidades de investimento.

Capital Semente

São empresas cuja renda bruta anual é de até 16 milhões de reais e que tenham apresentado essa receita nos últimos três meses de exercício social. 

Empresas Emergentes

Instituições cuja renda bruta anual é de até 300 milhões de reais e que tenham apresentado essa receita também nos últimos três meses de exercício social antes do aporte de capital por investidores. 

Infraestrutura (FIP-IPE) e Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I)

Essas duas categorias possuem como foco manter seu patrimônio líquido em ações, debêntures, conversíveis  ou outros títulos de emissão de sociedades anônimas, de capital aberto ou fechado, que desenvolvam projetos de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação dentro do território nacional.

Multiestratégia

A categoria multiestratégia abarca tipos de investimentos que não se enquadram ou se enquadram apenas parcialmente nas outras opções, sendo destinada apenas a investidores profissionais. 

Principais características do private equity

Investimentos em PE possuem outras particularidades para além do fato de serem empresas não listadas na bolsa. O tempo de vida no mercado e a renda gerada pela empresa também fazem parte das características que determinam esse tipo de investimento. Vejamos a seguir algumas especificidades:

Renda bruta da instituição

Quando definido o início de compra do percentual de uma empresa,  o private equity é a modalidade utilizada para instituições cujo rendimento anual alcança ou ultrapassa os 200 milhões anuais. 

Tempo de mercado

 Investimentos de private equity geralmente estão relacionados a empresas que já possuem certo tempo e solidificação no mercado em que atuam.

Duração do investimento

Por se tratar de um fundo de investimento que visa alavancar resultados financeiros da empresa, seu tempo de criação de valor varia, se comparado a investimentos tradicionais, tendo um prazo de duração de 7 a 10 anos.

Como funciona um fundo de private equity?

O fundo de private equity possui três fases principais, que são os períodos de captação, investimento e desinvestimento. 

Captação

Como o próprio nome deixa claro, a primeira etapa do processo consiste na captação de recursos e no comprometimento dos investidores em relação ao aporte que eles farão na empresa. Essa etapa é importante para que o gestor saiba de forma concreta quanto capital será investido.

Investimento

Na segunda parte, é dada a injeção de capital à empresa.

Desinvestimento

O terceiro período se constitui pelo retorno de dividendos da empresa que recebeu o capital, que acabam por cobrir o investimento inicial e contribuir para um possível lucro.

Vantagens

O investimento em uma empresa mais madura, ou seja, que possui certa consolidação no mercado, acaba por oferecer um status de segurança diferenciado, se comparado a outros tipos de investimento. Além disso, o próprio “tempo de casa” possibilita acesso ao histórico de demonstrações financeiras da empresa, o que pode se tornar uma ferramenta útil para mensurar benefícios. 

Desvantagens

Por se tratar de um investimento de renda variável, o private equity, assim como qualquer outro investimento do gênero, não dá uma garantia de retorno absoluto. Ficar atento à possibilidade de um retorno parcial ou abaixo do esperado é importante para organizar de forma equilibrada como – e se – será realizado o investimento. 

Os riscos que permeiam o private equity estão atrelados à sua natureza variável. Realizar uma projeção de expectativa firme, atrelada ao estudo de mercado e da empresa em que o aporte será realizado, pode amenizar a maioria deles.

Quem pode investir?

Por enquanto, no Brasil, o private equity ainda é um tipo de investimento direcionado apenas a investidores qualificados e profissionais, não possuindo regulamentação de abertura para o público em geral.

Legislação brasileira: instruções 578 e 579 da CVM

As instruções 578 e 579 de 2016 são as responsáveis pela organização, pelo funcionamento e pela administração de Fundos de Investimentos em Participações. Por meio da Instrução 578, temos as disposições  sobre as categorias de FIP e suas atribuições e, na 579, contamos com o norteamento acerca de informações contábeis e administrativas. 

Para desenvolver um investimento em Fundos de Participação, tanto para um investidor como para uma empresa interessada em um impulsionamento de capital, é necessário estar atento à qual classificação se adequa ao perfil da instituição, a fim de garantir que o enquadramento dela está na modalidade de private equity ou em outra. 

Tendo a questão legislativa bem clara, é possível dar início ao processo de investimento ou de abertura empresarial para negociação de cotas. É sempre bom lembrar que, quando se trata de private equity, todas as negociações são feitas baseadas nas normativas do órgão regulador (CVM) em empresas que não possuem capital aberto.

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