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Plano de Negócios: o alicerce de qualquer empreendimento

Segundo um levantamento feito pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor), em 2020,  o número de empreendedores iniciais (aqueles que possuem até 3,5 anos de operação no mercado) no Brasil chegou a 32,6 milhões (em uma taxa de 23,4%, a maior desde 2002!).

Trata-se de um dado expressivo, ainda mais se pensarmos no baque gerado pela pandemia do novo coronavírus. E, na esteira da mesma pesquisa, se você faz parte dos 59% que dizem que seu maior sonho é ter o próprio negócio, inevitavelmente você vai se deparar com a elaboração de um Plano de Negócios. 

Mas o que vem a ser isso? Como redigir um? Quais são os pontos a que devo me atentar e levar em consideração? Nós vamos responder a todas essas perguntas aqui, em nosso novo conteúdo superespecial! Continue conosco e confira abaixo. 

Planejar antes para não ter surpresas depois 

Basicamente, o plano de negócio é um documento no qual você vai definir os objetivos do seu empreendimento, as etapas para atingi-los e a maneira como você irá fazê-lo. 

A ideia aqui é ter tudo por escrito, de forma a desenhar um planejamento sólido, baseado em dados, pesquisa e levantamentos, a fim de diminuir os riscos e as incertezas do seu negócio – para que, se houverem erros, que eles sejam cometidos no papel, em vez de na prática. 

É importante ressaltar que esse documento não é só fundamental quando do planejamento de um novo empreendimento, mas, também, em situações em que você pretende ampliar o negócio. Ou seja, a cada nova etapa de sua empresa, é imprescindível proceder à elaboração de um novo plano. 

Planejamento são, negócio são

Ou, no mínimo, com chances bem menores de ser afetado pelos riscos, uma vez que o plano de negócios permite que você organize as ideias antes de iniciar o empreendimento, apoie a administração – sócios, administradores, funcionários, fornecedores e até mesmo clientes terão uma noção muito mais clara do que norteia e como funcionará o seu negócio –, entre muitos outros benefícios. Mas quais são os passos para elaborar o documento?

Passo a passo para a elaboração de um plano de negócio

  • “Primeiro, as coisas mais importantes”

Aqui, você deverá colocar no papel qual será o seu ramo de atuação, quais produtos ou serviços vai vender e decidir o local onde seu empreendimento será estabelecido. Estes são 3 pilares básicos, mas essenciais. 

Tenha em mente que você já deve ter ao menos uma ideia de custo para, por exemplo, o local definido de operação, mas não é neste tópico em que isso será calculado ou pesado – ainda. 

  • “Trabalho de campo”

Definido o tripé fundamental da sua empresa, é a hora de arregaçar as mangas e partir para a análise de mercado. Isso significa que você deverá definir e pesquisar uma série de fatores. 

Primeiramente, com o produto/serviço definido, qual será o público-alvo? Em um primeiro momento, pode parecer uma questão simples, mas saiba que um mesmo ramo de atuação pode englobar inúmeros públicos diferentes – e, quando você passar para o produto em si, as ramificações se tornam ainda mais numerosas. 

A título de exemplo, pense no conceito da Curva ABC de Clientes: trata-se de uma diferenciação que leva em conta o poder aquisitivo das pessoas. 

Vamos imaginar que você esteja iniciando no ramo imobiliário. Você oferecerá a intermediação de um serviço de aluguel, compra e venda de imóveis de alto padrão, de nível intermediário ou mesmo mesclando diversos tipos? 

No primeiro caso, seu público-alvo deverá ser o chamado “A” (de maior poder aquisitivo) pela Curva. Isso é importante por diversos fatores, entre eles, para poder definir a melhor forma de você divulgar o serviço. 

Assim, determinado o público-alvo, você é naturalmente levado a pensar no seu próprio produto/serviço. Quais são as características dele? Mais importante ainda: quais são os diferenciais? 

Aí entra o trabalho de campo propriamente dito: você vai precisar pesquisar, a partir disso, quais são seus concorrentes, os produtos que eles oferecem – e por aí vai. 

Portanto, esta segunda etapa é na qual você deve colocar no papel quem você pretende alcançar (clientes), definir a melhor forma de chegar até o público, quem são seus concorrentes e quais são os melhores fornecedores do segmento. 

  • “Propaganda é a alma do negócio”

Em seguida, é a hora de começar a traçar um plano de marketing. Quais seriam as melhores táticas e estratégias para alcançar o público que você definiu? Aqui, o trabalho de campo também ajuda, bem como realizar uma consultoria com profissionais especializados, que saberão lhe aconselhar com as diretrizes mais certeiras. 

Conceitos como a definição de persona, conhecer o valor do produto/serviço que sua empresa carrega (o que ajuda a convencer as pessoas a comprá-lo) são primordiais. 

Isso se torna ainda mais importante quando pensamos na revolução que a era digital trouxe para a propaganda. O marketing digital se tornou uma realidade onipresente – e você precisará ter definidas de antemão estratégias para estar presente de forma maciça, por exemplo, nas redes sociais (ou até mesmo programar um sistema de divulgação por meio do WhatsApp). 

  • “Fazer acontecer”

Pilares definidos, mercado analisado, estratégia de marketing planejada. E agora? Este é o momento de colocar no papel como você vai colocar tudo o que planejou até então em prática. Trata-se da parte operacional. 

Aqui, são definidos a estrutura física do seu empreendimento, o maquinário, os equipamentos, o quadro de funcionários, as atribuições de cada um, etc. 

Ainda, é preciso que você analise qual é a sua capacidade produtiva, como vai ser a operação de logística – ou seja, tudo o que é necessário para que a operação aconteça. 

  • “Nada acontece sem o capital”

Chegamos a um ponto tão sensível quanto crucial. O seu plano de negócios já tem, em detalhes, toda uma operação pronta para ser posta em prática. No entanto, sem um fator, nada disso poderá acontecer: o capital. 

E, aqui, importantíssimo ressaltar, não se trata apenas do capital inicial para começar o empreendimento; é necessário que você calcule, ainda, capital de giro, fluxo de caixa (isso tudo com uma previsão de meses de funcionamento). 

O segredo aqui são as minúcias: coloque em uma planilha, etapa por etapa, custo por custo, os valores de que você precisará para colocar em prática cada item. 

Você já deve ter notado que todas as etapas do plano de negócios acabam se cruzando, isto é, ao mesmo tempo em que você deve definir sequencialmente certas características do empreendimento, já precisa ter em mente as etapas seguintes. E a parte financeira, talvez, seja a mais importante neste processo de “intercambiação”.  

Apenas imagine que você definiu absolutamente tudo, mas, aqui, percebe que simplesmente não tem o capital para colocar a operação funcionando. Percebe? 

Otimizar custos também pode ser uma opção. Pense em soluções criativas para que você possa reduzir gastos sem que o objetivo não possa ser cumprido ou, ao menos, encontrar um equilíbrio entre finanças e propósitos. 

Para isso, seja realista. Aliás, é justamente para isso que o plano de negócios também serve: depois de tudo estar no papel, você vai poder ver, com maior clareza, onde estão os entraves para que seu negócio comece. O que nos leva ao nosso último tópico. 

  • “Imprevistos acontecem”

Na parte final do seu plano de negócio, você deve planejar diversos cenários possíveis para a jornada da empresa, desde os mais otimistas até os mais pessimistas. Tente antever imprevistos, entraves, situações que poderiam ser consideradas imprevisíveis – e já trace possíveis soluções para todas essas situações.

Isso vai ajudá-lo(a) a estar preparado para quaisquer imbróglios que venham a surgir ou, no mínimo, a diminuir os impactos. 

Ficou com alguma dúvida? Que tal conferir um modelo de plano de negócios? Veja aqui.

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