fbpx

A ascensão da autenticação de bens digitais: conheça o NFT

Vem cá, você já conhece aqueles grandes leilões de obras de arte, em que quantias astronômicas estão em jogo, certo? O métier é clássico: um homem com um martelo, a plateia disposta em cadeiras, geralmente em algum aposento sofisticado, o quadro objeto de desejo em uma tela atrás do leiloeiro, as pessoas dando lances. 

Mas e se o leilão fosse digital? Você já parou para pensar nisso? Não estamos falando aqui de uma transmissão ao vivo, uma live de um leilão, e, sim, de uma plataforma online em que as pessoas vão dando lances. Pense nisso. 

Ou, antes, nas questões que podem surgir a partir disso. Por exemplo: imagine que um artista pop muito famoso está colocando em leilão uma de suas guitarras autografadas. Em primeiro lugar, como você poderia mesmo saber se esse instrumento realmente pertence ao dito músico? 

Como, ainda, você pode ter a certeza de que a entidade organizadora seja de fato ela? Como mesmo saber se o site que hospeda o leilão é confiável?

A resposta vem na forma de uma sigla de 3 letras: NFT. Ainda não conhece o conceito? Continue conosco que explicaremos tudinho sobre o assunto!

Entre registros e assinaturas digitais

NFT é a sigla para “Non-Fungible Token” ou, em português, “Token Não Fungível”. Aqui, antes de entrarmos mais a fundo, seria interessante definirmos brevemente dois conceitos-chave:

Token

Basicamente, um token nada mais é do que o registro de um ativo no formato digital. O conceito é bastante amplo: você pode “tokenizar” qualquer coisa, uma vez que tudo pode ser registrado digitalmente. 

No mercado financeiro, o conceito está muito relacionado às criptomoedas (inclusive em sua origem), mas, como dissemos, o token pode representar desde valores imobiliários, passando por direitos de propriedade, até metais preciosos. 

O grande lance do token é que ele não depende de um emissor para que possa ser negociado, além, é claro, do uso da tecnologia de blockchain (não sabe ainda o que é? Confira nosso conteúdo exclusivo sobre isso aqui, que, ainda, vai mais a fundo no conceito de tokens) no que tange à segurança. 

Imagine, por exemplo, que você fez um título de capitalização por meio de um banco qualquer. Você não poderia vender o título para outra pessoa, ou seja, receber deste comprador o valor que você investiu até então, passando o “direito” do título para ele. 

Já com um token, você pode negociar livremente – em outras palavras, você tem o controle total de seu ativo.

Fungibilidade: Fungível x Não Fungível

O conceito de fungibilidade é bastante descomplicado e se aplica a qualquer bem. Para explicá-lo, vamos direto a um exemplo:

Um bem fungível seria o dinheiro (papel ou moeda), pois você só poderia trocar uma nota de R$ 10 por outra de R$ 10 (e não por uma de R$ 50, por exemplo, pois os valores, obviamente, não seriam os mesmos). 

Dessa forma, um bem fungível é aquele que você pode trocar por outro sem haver perda de valor.

Já para os bens não fungíveis, um dos exemplos mais clássicos é justamente o que usamos no começo deste texto: uma obra de arte. E ela é não fungível precisamente por possuir a característica de ser única. 

Pense o seguinte: se você trocar um quadro de Rembrandt por um de Van Gogh, você não terá mais um quadro de Rembrandt e, sim, um de Van Gogh. Ao operar a negociação, você acaba com um resultado diferente de antes da transação. 

E é justamente que quadros são leiloados: como definir um valor fechado para tal bem a não ser subjetivamente?

Dessa forma, a não fungibilidade se caracteriza pelo fato de que, quando um bem é negociado por outro, não há equivalência de valor no resultado. 

NFT: a autenticação de bens digitais

Tendo o que vimos acima em mente, o NFT seria uma espécie de certificação digital que permite a qualquer pessoa saber que determinado bem não fungível é autêntico, definindo sua originalidade e exclusividade. 

Em um leilão online como o que hipotetizamos no começo do texto, se a peça em questão está atrelada a um NFT, você terá a certeza de que ela é precisamente o que anunciaram que é. 

Por funcionar com a tecnologia blockchain, a segurança desse atestado é praticamente inviolável, trazendo, ainda, mais confiabilidade nas transações digitais de bens dessa natureza. 

Ascensão do NFT

Agora, lembra que falamos que tudo pode ser tokenizado? Ao ganhar a autenticidade do NFT, um item virtual passa a ser único. 

E, a partir daí, surgiram ramificações curiosas: até mesmo um meme da internet, se for um NFT, pode valer muito dinheiro, pois, atualmente, o interesse dos colecionadores de arte não está limitado apenas a quadros (ou outros tipos de arte) físicos. 

Não acredita? Pois veja o caso do primeiro tuíte da história: ele foi vendido em pela “modesta” quantia de… U$S 2,9 milhões!

Existem inúmeros outros exemplos, o que vem provando que o NFT vive uma franca expansão no mercado. Confira dois deles:

Everydays: The First 5000 Days: trata-se de uma obra de arte digital criada por Mike Winkelmann que reúne uma colagem de 5.000 imagens digitais criadas para a série do autor denominada Everydays. Ela foi vendida em um leilão por U$S 69 milhões! 

Galeria de arte NFT em Nova York: recentemente, uma galeria de arte que reúne somente obras digitais com autenticação garantida via NFT foi inaugurada na maior cidade norte-americana. O espaço existe fisicamente e as obras podem ser apreciadas em um telão ou por meio de projeções. Trata-se do primeiro empreendimento do tipo no mundo inteiro. A previsão é leiloar as obras posteriormente. 

A importância do NFT

A expansão do digital é uma realidade cada vez mais rápida. Em especial no mundo da arte, com a ascensão do streaming (colapsando a mídia do CD), por exemplo, a forma de se produzir e consumir cultura se modificou demais. 

Assim, com a crescente criação de obras exclusivamente digitais, não é difícil ver a importância do NFT, no sentido de evitar falsificações, entre outros. Ainda nesse campo, a questão de direitos autorais ganha outro rumo. 

Um músico ou um poeta pode vender tokens de uma produção sua, garantindo o “direito de posse” de sua obra. Se pensarmos no papel de gravadoras e editoras na veiculação e divulgação de artistas e, junto a isso, na questão da pirataria (ainda hoje um problema), é de se pensar mesmo que o NFT possa causar uma revolução no meio.

E existe uma questão mercadológica. Já há uma realidade em que os tokens são ativos de valor realmente muito alto. Da mesma forma que obras de arte físicas são comercializadas por valores às vezes assustadores, as obras digitais também o podem ser – e já estão sendo, como pudemos ver. 

Então, ligue A + B. Um futuro lucrativo já está aqui para quem quer aproveitá-lo. E o NFT apenas prova que ele também pode ser, sim, bastante seguro. 

CONHEçA NOSSAS Redes Sociais:

A Wuzu cria e oferece suporte a projetos de ativos digitais desde 2017. Nosso conjunto de produtos é modular e de fácil configuração, possibilitando a execução de uma solução completa em cerca de 2 horas.

Em Uma Semana Seu MVP estará no ar!